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O alambique, de acordo com as normas de fabricação de aguardente de qualidade, deve ser de cobre. Para tanto, são necessários alguns cuidados especiais: a) durante a entressafra, ou mesmo entre uma alambicada e outra, tanto o bulbo quanto a tubulação, devem estar cheios de água, para evitar oxidação. E, no início da safra, devem ser areados com caldo de limão-capeta e sal; b) após cada destilação, o alambique deve ser lavado com jatos de água de alta pressão; c) toda a trafega do caldo deve ser seguida da imediata moagem da cana, para complementação da dorna com garapa fresca, rica em açúcar. A levedura se alimenta de açúcar, transformando-o em álcool. Quando chega ao ponto de destilação, é sinal de que o açúcar foi todo devorado pelas bactérias, que, assim, ficam sem alimento. Se não for reposta nova garapa, a levedura morre de fome e perde-se o fermento. E mais: a cana não deve ter contato com o chão. Deve ser arrumada sobre um estrado de madeira; d) a sala de fermentação deve ser hermeticamente fechada, com paredes de alvenaria, pintadas com tinta impermeável. As pessoas que têm acesso à sala, quando gripadas, devem usar máscaras. As janelas devem ser protegidas por telas, para evitar a entrada de insetos; e) para maior segurança, a cachaça deve ser filtrada, para eliminação de possíveis resíduos de cobre. A tolerância máxima permitida pela legislação é de 5p.p.m. (partículas por milhão); f) o vasilhame deve ser esterilizado e passado pelo processo de “ambientação”. Cada volume, depois de tampado, deve ainda passar por um facho de luz intensa, para detectar qualquer corpo em suspensão; |
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